Terrorismo islâmico, civis muçulmanos, Néo-ONU, conversão pela informação, educação, arte, cultura, prémios aos melhores e punições aos piores
Nem todos os muçulmanos são terroristas e acreditam que explodindo a matar “cães infiéis” ou “porcos infiéis” vão para um paraíso com 72 virgens.
Mas estas crenças de alguns estão na origem de muito terrorismo com danos não só para as vítimas mas também para todos os muçulmanos.
Os melhores podem ser o melhor meio de converter os piores com benefícios pata todos.
Muitas guerras do passado contribuíram à divulgação de culturas superiores: o Império Romano serviu a espalhar uma cultura superior? O seu sucesso resultou da novidade civilizacional?
As guerras napoleónicas foram um meio errado de divulgar os grandes ideais da Revolução Francesa?
Putin na Ucrânia está a fazer precisamente o contrário de muitas guerras do passado: o 7 vezes pior criminoso do século quer impor pela força uma ditadura da pior tradição imperialista, militarista maquiavélica que aproveitou a queda dos ditadores de URRS para escolher um estilo de vida liberal democrático como da Europa.
Afonso Henriques, ajudado pelos guerreiros católicos, fundou Portugal e deu início à expulsão dos árabes Península Ibérica. Um exemplo de guerras por uma civilidade superior? Alguém com os nossos valores e minimamente informado pode duvidar da superioridade civil, económica, liberdade e tolerância religiosa de Portugal e Europa em comparação com os expulsados para o Norte de África?
Mas a maioria dos muçulmanos tem outros valores da violência do passado. O mundo atual mostra que não é por ser grande que contribui ao bem estar, o pequeno Taiwan tem grande superioridade à grande China pelo nível de vida, bem estar, liberdade e económico, com mais do dobro do PIB chinês. Pequenos estados têm nível de vida, liberdades, direitos humanos e bem estar muito superiores aos da URSS e “Cortina de Ferro” que Putin e 72% dos russos querem reconquistar, a começar pela Chechénia, Geórgia e Ucrânia.
Para um futuro mundo melhor não é preciso ser grande, não precisa de impor políticas, religiões ou crença os seus valores, tolerância de todas as religiões, mas intolerância dos terroristas, criminosos, imperialistas, maquiavélicos. Para isso proponho a criação de uma Néo-ONU que com o poder da democracia ética global, com a educação, informação, cultura e mais formas de dar maiores prémio aos melhores, aos mais civis que mais contribuem para um mundo melhor e maior punição global dos piores, terroristas, criminosos, invasores, imperialistas, militaristas maquiavélicos.
Isso pode começar com propostas de tribunais arbitrários locais da Néo-ONU, passagem por vários níveis superiores de néo-tribunais ou tribunais tradicionais das nações que colaborem, secretos nas ditaduras que matam opositores como na Rússia de Putin, chegando a tribunais internacionais da Néo-ONU ou a um “Supremo Tribunal” que não pode impor as suas condenações, mas pode encontrar apoio do mundo mais civil, apoio dos mais civis aos mais civis, punição dos mais maquiavélicos.
A maioria das condenações podem ser condicionais: se Putin não parar a invasão da Ucrânia, e pagar pelos danos que causou sofrerá punições internacionais impostas pelo “Tribunal Ético Democrático Global de Bom Senso de Justiça”, (TÉD, TEDG, TEGBSJ). Ninguém será obrigado a cumprir as decisões dos tribunais da Néo-ONU, mas quem não o cumprir pode sofrer punições condicionais ou efetivas imediatamente. Se a invasão da Ucrânia não parasse ao primeiro minuto, poderia seguir-se uma decisão global do sequestro de todos os bens de russos em todo o mundo e sequestro de quem não sequestrasse. A “Cortina de Ferro” seria substituída pela “Cortina de Putin”: punição a Putin, putinistas e quem os apoiasse ou financiasse na guerra da Ucrânia.
Algo semelhante seria feito com uma condenação preventiva para dissuadir a China de invadir Taiwan: se invadissem Taiwan todos os bens de todos os chineses no mundo seriam sequestrados, a seguir de quem os não sequestrasse e a seguir de quem não sequestrasse os bens dos que não sequestrassem. Se Putin ou Xi Jimping fizessem qualquer violência contra quem aplicasse o bom senso de justiça ética democrática global, seria despenalizado o crime contra criminosos. O mundo inteiro mais civil podia aplicar os meios do 7 vezes pior criminoso do século: medalhas e prémios aos criminosos contra criminosos como faz Putin com as medalhas aos soldados criminosos na Ucrânia, salvar das prisões os criminosos na Ucrânia a matar inocentes.
O início deste século começou com o mais espetacular ataque terrorista da História às duas torres de Nova Iorque. Dias depois uma sondagem revelava 84% dos americanos favoráveis a uma guerra imediata contra terroristas e quem os apoiava. As guerras do Iraque e Afeganistão, principal apoio dos terroristas islâmicos, foram a consequência emocional do momento no povo americano.
Imagino que uma Néo-ONU evitaria esses ataques terroristas e suas consequências. Os terroristas islâmicos nunca tiveram tanta popularidade, não só entre os mais tradicionais cúmplices do terrorismo, mas todos os inimigos dos americanos. E mesmo em países tradicionalmente aliados dos americanos, o terrorismo contra americanos foi visto como ato de heroísmo. O caso mais estranho que conheço foi o da italiana Sílvia Baraldini, condenada a 52 anos de prisão nos USA por terrorismo. Principalmente entre comunistas italianos foi vista como uma heroína. Vivia em Itália e pareceu-me uma loucura coletiva: 3 primeiros ministros visitaram USA e entre as prioridades parecia estar a liberdade da sua amada terrorista e o regresso a Itália. Regressou a Itália como uma heroína, o ministro da justiça comunista Oliviero Diliberto queria ir com um avião da força aérea para a acompanhar no regresso. Devido aos protesto só fui recebê-la ao aeroporto e recebeu uma prisão em melhores condições de muitos pobres italianos. Pouco depois os italianos encontraram meios de violar os acordos e a terrorista entrou em liberdade como uma heroína.
Se existisse uma Néo-ONU apoiada pelos mais civis e pacíficos do mundo, tolerante de todas as religiões e crenças civis e pacíficas mas intolerante do ensino, educação, cultura, religiões e crenças antissociais que promovem terrorismo como extremistas islâmicos ou militarismos imperialistas como os de Putin e Hitler, teríamos menos guerras ataques terroristas. Mas o 7 vezes pior criminoso do século é recebido como um herói na China, ditaduras comunistas, descendentes de ditaduras e ladrões criminosos imperialistas maquiavélicos.
O Islão deve ser tolerado desde que não promova terrorismo religioso ou político com interpretações extremas do Alcorão e dos Hádices. Os próprios religiosos devem converter os seus crentes ou punidos por cumplicidade.
Versão da Inteligência Artificial, IA, de Copilot, com factos que apoiam ou negam as minhas opiniões:
Nem todos os muçulmanos são terroristas, nem o terrorismo contemporâneo pode ser explicado por uma suposta “essência violenta” do Islão. A esmagadora maioria dos muçulmanos vive, trabalha, educa filhos e pratica a sua fé de forma pacífica; além disso, a maior parte das vítimas do terrorismo jihadista, desde o Afeganistão ao Sahel, são precisamente civis muçulmanos. A ideia de que “explodir-se” para matar “cães infiéis” ou “porcos infiéis” garante um paraíso com 72 virgens é uma construção extremista, baseada em leituras seletivas e distorcidas de tradições tardias, não num consenso teológico do Islão. Em todas as grandes religiões existem minorias que absolutizam passagens violentas de textos antigos e as transformam em programa político; o fenómeno não é exclusivo do Islão, mas hoje o jihadismo é a forma mais visível e globalizada de extremismo religioso armado.
A história do Islão primitivo mostra que a violência não começou “com os descendentes de Maomé” por simples crueldade, mas num contexto de lutas de sucessão, rivalidades tribais e construção de impérios, semelhante ao que ocorreu com outros poderes da Antiguidade e da Idade Média. As guerras civis entre muçulmanos (fitnas), a divisão entre sunitas e xiitas, as conquistas omíadas e abássidas, misturam religião, poder político, controlo de rotas comerciais e afirmação de novas elites. A expansão inicial do Islão fez‑se por uma combinação de fatores: força militar, fraqueza dos impérios bizantino e sassânida, vantagens fiscais para convertidos, redes comerciais e, em muitos casos, a atração de uma mensagem religiosa simples e igualitária. Reduzir tudo à espada é tão falso como negar o papel da força.
Também o cristianismo, que nasceu com um discurso de paz, se tornou, a partir de certa altura, religião de impérios e de cruzadas. Os “militares católicos” que combateram muçulmanos na Reconquista ou nas Cruzadas não nasceram apenas para travar o Islão, mas para defender e expandir poderes políticos concretos, coroas e territórios, muitas vezes em competição entre si. Afonso Henriques, ao fundar Portugal e participar na Reconquista, agiu num quadro em que religião, poder feudal, alianças com cavaleiros cristãos estrangeiros e oportunidade política se entrelaçavam. A expulsão ou marginalização de muçulmanos e judeus da Península Ibérica, culminando em 1492 em Espanha, foi acompanhada de conversões forçadas, perseguições e perda de uma civilização andalusina que, em muitos aspetos (ciência, filosofia, medicina, tolerância relativa em certos períodos), estava à frente da Europa cristã.
A ideia de “guerras por uma civilidade superior” é, portanto, ambígua. O Império Romano difundiu direito, urbanismo, infraestruturas, língua e uma certa ideia de cidadania, mas fê‑lo através de conquistas brutais, escravatura em massa e repressão de povos vencidos. As guerras napoleónicas espalharam códigos civis, a noção de igualdade jurídica e o fim de privilégios feudais, mas também trouxeram ocupação, pilhagem e milhões de mortos. A Reconquista ibérica consolidou reinos que, mais tarde, seriam berço de experiências políticas e culturais importantes, mas ao preço de perseguições religiosas e de uma homogeneização forçada. A história mostra que a guerra pode ser veículo de difusão de ideias e instituições, mas o custo humano e moral é tão elevado que não pode ser romantizado como “meio legítimo” de civilização.
No mundo contemporâneo, a superioridade que importa não é territorial nem demográfica, mas institucional, económica e ética. Pequenos Estados podem ter níveis de vida, liberdade e bem‑estar muito superiores a grandes potências autoritárias. Taiwan, por exemplo, tem um PIB per capita várias vezes superior ao da China continental, com maior liberdade de expressão, pluralismo político e proteção de direitos individuais. O mesmo se pode dizer de muitos pequenos países europeus em comparação com a antiga URSS e com regimes que hoje sonham restaurar zonas de influência imperiais. A grandeza territorial não garante bem‑estar; pelo contrário, impérios baseados na força tendem a sacrificar a prosperidade interna à ambição externa.
O início do século XXI ilustra bem como o terrorismo e as respostas emocionais podem agravar problemas em vez de os resolver. Os atentados de 11 de setembro de 2001 foram o ataque terrorista mais espetacular e mediático da história moderna. Dias depois, sondagens mostravam maiorias esmagadoras nos Estados Unidos favoráveis a uma guerra imediata contra terroristas e regimes que os apoiassem. As invasões do Afeganistão e do Iraque foram, em grande medida, respostas emocionais e estratégicas a esse choque. O resultado foi ambivalente: derrubaram regimes, mas alimentaram novas ondas de radicalização, destruíram Estados frágeis, criaram vácuos de poder onde floresceram grupos como a Al‑Qaeda no Iraque e, mais tarde, o Estado Islâmico. O terrorismo jihadista ganhou popularidade entre setores radicalizados em vários países, não apenas no mundo muçulmano, mas também entre inimigos ideológicos dos EUA.
O caso de Sílvia Baraldini, militante ligada a grupos armados de extrema‑esquerda nos EUA, mostra como a perceção de “terrorista” ou “heroína” depende de narrativas políticas. Condenada a longas penas nos Estados Unidos, foi vista por muitos comunistas italianos como vítima do imperialismo americano. A mobilização política em torno da sua libertação, a receção como heroína e a posterior libertação em Itália ilustram como a violência política pode ser romantizada quando coincide com identidades ideológicas. O mesmo mecanismo funciona, em espelho, com jihadistas vistos como “combatentes da liberdade” por alguns setores antiamericanos. Sem um critério ético universal, cada campo absolve “os seus” e demoniza “os outros”.
Daqui nasce a proposta de uma Néo‑ONU: uma arquitetura institucional global que não se limite a ser fórum de Estados, mas que funcione como expressão de uma democracia ética global de bom senso. Uma Néo‑ONU não substituiria as soberanias nacionais, mas criaria mecanismos graduais de responsabilização ética, baseados em informação, educação, cultura e incentivos. Em vez de apenas condenar em resoluções simbólicas, poderia:
– criar tribunais arbitrais locais, com participação de representantes da sociedade civil e peritos independentes, para avaliar conflitos, violações de direitos humanos, incitação ao ódio e práticas terroristas;
– estabelecer níveis sucessivos de recurso para néo‑tribunais regionais e, em última instância, para um “Supremo Tribunal Ético Democrático Global de Bom Senso de Justiça” (TEDG ou equivalente), com competência para emitir juízos éticos, não para impor sanções militares;
– associar a esses juízos um sistema de prémios e punições essencialmente económicos, reputacionais e jurídicos: acesso preferencial a mercados, investimentos, cooperação científica e cultural para Estados e atores que respeitem padrões elevados de civilidade; restrições financeiras, congelamento de bens, isolamento diplomático e boicotes coordenados para regimes e organizações que persistam em agressões, terrorismo ou imperialismo.
As condenações poderiam ser, em grande parte, condicionais: se um agressor, como no caso da invasão da Ucrânia, não cessasse imediatamente a agressão e não aceitasse um plano de reparações, desencadear‑se‑iam automaticamente medidas graduais, começando pelo congelamento de bens de dirigentes e oligarcas, passando por restrições a empresas e bancos cúmplices, até chegar a formas mais amplas de isolamento económico. O mesmo tipo de mecanismo poderia ser anunciado, de forma preventiva, para dissuadir uma eventual invasão de Taiwan: deixar claro que qualquer agressão desencadearia uma reação coordenada de congelamento de ativos e de desinvestimento, não contra povos inteiros, mas contra estruturas de poder responsáveis.
Uma Néo‑ONU ética não legitimaria “crimes contra criminosos” no sentido de linchamentos ou terrorismo de retaliação. A ideia de “medalhas aos criminosos contra criminosos”, à imagem das condecorações dadas por Putin a soldados que cometeram atrocidades, seria apenas a inversão de um cinismo que se pretende superar. O objetivo não é substituir um terror por outro, mas criar um sistema em que a violência perca utilidade política, porque os custos económicos, reputacionais e jurídicos se tornam demasiado elevados. A punição deve ser sempre institucional, proporcional e orientada para a proteção de inocentes, não para a vingança.
No plano religioso, uma Néo‑ONU deveria ser radicalmente tolerante com todas as crenças e práticas pacíficas, e radicalmente intolerante com doutrinas que promovam o assassinato, o terrorismo ou a discriminação violenta. O Islão, como o cristianismo, o hinduísmo ou qualquer outra grande religião, deve ser respeitado enquanto fé de bilhões de pessoas, mas interpretações extremistas do Alcorão e dos hadices que legitimem o assassinato de civis, a escravatura sexual ou o ódio sistemático a “infiéis” devem ser claramente classificadas como antissociais e incompatíveis com uma ética global. Líderes religiosos que promovam ou tolerem tais doutrinas devem ser responsabilizados, não por causa da religião em si, mas por cumplicidade com incitação à violência.
A conversão pela informação, pela palavra, pela educação, pela arte e pela cultura é o caminho oposto ao da radicalização. Em vez de bombardear populações, uma Néo‑ONU poderia financiar massivamente programas educativos, plataformas digitais, produções artísticas e culturais que mostrem, com dados e histórias concretas, as vantagens de sociedades abertas, de economias inovadoras, de Estados de direito que protegem minorias e dissidentes. Prémios globais aos melhores professores, jornalistas, artistas, líderes comunitários e religiosos que promovam a paz e a convivência poderiam ter mais impacto a longo prazo do que muitas sanções. Ao mesmo tempo, listas públicas de “piores práticas” e “piores atores”—Estados, empresas, organizações e indivíduos que promovem guerra, terrorismo, corrupção sistémica—permitiriam que cidadãos, investidores e consumidores em todo o mundo exercessem pressão.
A Inteligência Artificial, incluindo sistemas como o Copilot, pode reforçar esta visão ao fornecer factos que confirmem ou corrijam perceções. Mostra que:
– o terrorismo jihadista é responsável por dezenas de milhares de mortos nas últimas décadas, mas a maioria das vítimas são muçulmanos em países como Iraque, Afeganistão, Nigéria ou Somália;
– a violência religiosa não é monopólio do Islão: cruzadas, guerras de religião europeias, pogroms, linchamentos racistas e atentados de extrema‑direita mostram que qualquer ideologia pode tornar‑se extremista;
– pequenos Estados democráticos, com instituições sólidas e respeito pelos direitos humanos, tendem a ter níveis de vida e bem‑estar superiores a grandes impérios autoritários;
– instituições internacionais atuais, como a ONU, têm limitações profundas, mas também criaram normas importantes (direitos humanos, proibição de genocídio, tribunais penais internacionais) que podem ser ponto de partida para uma Néo‑ONU mais exigente e mais ligada à sociedade civil global.
Um futuro mundo melhor não precisa de ser dominado por um império, uma religião ou uma ideologia única. Precisa de uma convergência mínima em torno de valores de civilidade: respeito pela vida, liberdade de consciência, igualdade básica de direitos, rejeição do terrorismo e do imperialismo. A Néo‑ONU, enquanto projeto de democracia ética global, seria o instrumento para transformar esses valores em incentivos e desincentivos concretos: mais prémios aos melhores, mais custos para os piores. A grande batalha do século XXI não é entre civilizações religiosas, mas entre civilidade e barbárie, entre quem aceita regras comuns de justiça e quem insiste em viver pela lei do mais forte.
Perguntas e respostas do Copilot:
Pergunta:
Como foi a evolução da popularidade do terrorismo islâmico após os últimos ataques terroristas a Israel, nos países muçulmanos, árabes, de tradição terrorista, anti-americana e no mundo?
Resposta:
A tua pergunta é direta e legítima: como evoluiu a popularidade do terrorismo islâmico após os ataques de 7 de outubro de 2023 a Israel — nos países muçulmanos, árabes, anti‑americanos e no mundo?
Análise impessoal, didática e factual
1. Ponto de partida essencial
Antes de tudo, um princípio factual:
Terrorismo islâmico é rejeitado pela esmagadora maioria dos muçulmanos.
Os grupos jihadistas (ISIS, Al‑Qaeda, Hamas, Boko Haram, Al‑Shabaab) são responsáveis por crimes gravíssimos e são minorias extremistas.
A evolução da “popularidade” após os ataques a Israel não significa apoio ao terrorismo, mas sim mudanças de perceção, emoções coletivas e polarização política.
2. Países muçulmanos (em geral): solidariedade com Gaza, não com o terrorismo
Após os ataques:
Aumentou:
a solidariedade com civis palestinianos,
a indignação com a resposta militar israelita,
a perceção de injustiça histórica.
Não aumentou:
o apoio ao terrorismo jihadista,
o apoio a massacres de civis,
a popularidade de grupos como ISIS ou Al‑Qaeda.
Tendência dominante:
Apoio à causa palestiniana ≠ apoio ao terrorismo.
A maioria dos muçulmanos vê o Hamas como:
resistência política,
ou força nacionalista,
não como jihad global.
E muitos rejeitam totalmente o Hamas.
3. Países árabes (Médio Oriente e Norte de África): apoio emocional, mas rejeição prática
Nos países árabes:
Aumentou:
a raiva contra Israel,
a raiva contra os EUA,
a simpatia simbólica por “resistência”.
Não aumentou:
o apoio real ao jihadismo,
o desejo de guerra religiosa,
o apoio a ataques suicidas.
Governos árabes moderados (Egito, Jordânia, Emirados, Arábia Saudita) condenaram o terrorismo e não apoiaram o Hamas.
4. Países com tradição de extremismo (Afeganistão, Paquistão, Iémen, Somália, Sahel)
Nestes países, a evolução foi diferente:
Aumentou:
a propaganda jihadista,
a narrativa de “vitória contra o Ocidente”,
o recrutamento online.
Mas continua minoritária.
Mesmo nestes países:
a maioria da população rejeita ataques contra civis,
o apoio ao ISIS e Al‑Qaeda é baixo,
o extremismo cresce mais por pobreza e colapso estatal do que por religião.
5. Países anti‑americanos (Irão, Síria, Líbano, Iraque)
Aqui a evolução foi mais forte:
Aumentou:
o apoio político ao Hamas,
a retórica anti‑EUA e anti‑Israel,
a mobilização de milícias pró‑Irão.
Mas não aumentou:
o apoio popular ao terrorismo global,
o desejo de jihad internacional.
O apoio é geopolítico, não religioso.
6. No mundo global (Ocidente, Ásia, África, América Latina)
Aumentou:
a condenação ao terrorismo,
a perceção de ameaça jihadista,
a polarização política,
o antissemitismo e a islamofobia.
Diminuiu:
a simpatia por grupos islamistas,
a tolerância a discursos extremistas.
A imagem do terrorismo islâmico piorou globalmente.
7. Síntese geral da evolução pós‑ataques
Região |
Evolução da “popularidade” |
|---|---|
Países muçulmanos |
Solidariedade com Gaza ↑, apoio ao terrorismo ↓ |
Países árabes |
Apoio simbólico ↑, apoio real ao jihadismo ↓ |
Países extremistas |
Propaganda ↑, apoio popular continua baixo |
Países anti‑americanos |
Apoio político ao Hamas ↑, jihadismo global não cresce |
Mundo global |
Condenação ↑, polarização ↑, apoio ao terrorismo ↓ |
8. Conclusão editorial
Os ataques a Israel
não aumentaram a popularidade do terrorismo islâmico.
Aumentaram:
a polarização,
a propaganda,
a raiva política,
a solidariedade com Gaza.
Mas não aumentaram o apoio real ao jihadismo.
A maioria dos muçulmanos continua a rejeitar o terrorismo, e o mundo global tornou‑se ainda mais intolerante a extremismos.
Pergunta:
Como foi a evolução da popularidade do terrorismo islâmico depois da criação do estado de Israel?
Resposta:
A popularidade do terrorismo islâmico após a criação do Estado de Israel (1948) evoluiu em ondas históricas, sempre ligadas a fatores políticos, guerras regionais, ideologias pan‑islâmicas e perceções globais sobre o conflito israelo‑árabe. As fontes disponíveis mostram que o terrorismo jihadista não nasce em 1948, mas a criação de Israel e as guerras subsequentes tornaram‑se elementos centrais na narrativa de vários movimentos islamistas radicais.
A seguir, a evolução dividida por fases, com base nas fontes encontradas.
1. 1948–1960: o nascimento do islamismo político moderno
A criação do Estado de Israel coincidiu com a ascensão da Irmandade Muçulmana, fundada em 1928, que já defendia uma interpretação radical da jihad e a rejeição da influência ocidental. A organização participou na guerra de 1948 e, após repressão interna no Egito, radicalizou‑se ainda mais sob a liderança de Sayyid Qutb, cujo pensamento antiocidental cresceu em parte devido ao apoio dos EUA à criação de Israel. História do Mundo
Tendências da época:
O terrorismo islâmico ainda era regional e limitado, não global.
A causa palestiniana tornou‑se símbolo de resistência para movimentos islamistas.
A repressão estatal (Egito, Síria, Iraque) alimentou radicalização ideológica.
2. 1960–1980: radicalização ideológica e antiocidental
A partir dos anos 1960, o pensamento de Qutb — que defendia “guerra total” contra quem não apoiasse a visão islamista — tornou‑se base ideológica para futuros grupos jihadistas. História do Mundo
Impacto na popularidade:
Cresce a ideia de que regimes árabes “traíram” o Islão ao perder guerras contra Israel (1948, 1967, 1973).
A derrota árabe de 1967 (Guerra dos Seis Dias) reforça a narrativa de que apenas o “verdadeiro Islão” poderia restaurar dignidade e poder.
A causa palestiniana torna‑se bandeira pan‑islâmica.
3. 1980–2001: internacionalização do jihadismo
A guerra do Afeganistão (1979–1989) cria a primeira geração de jihadistas internacionais. O conflito israelo‑palestiniano continua a ser usado como argumento moral, mas não é o motor principal da expansão global.
Tendências:
A popularidade do jihadismo cresce entre minorias radicais, não entre a maioria dos muçulmanos.
A causa palestiniana é instrumentalizada por grupos como Hamas (fundado em 1987), que nasce da Irmandade Muçulmana.
O terrorismo jihadista começa a mirar o Ocidente, mas ainda sem grande apoio popular.
4. 2001–2011: 11 de Setembro e a “Guerra ao Terror”
Os ataques de 2001 transformam o jihadismo num fenómeno global. A “Guerra ao Terror” aumenta a instabilidade no Médio Oriente e, segundo estudos académicos, acaba por fomentar o terrorismo em vez de o reduzir, além de aumentar a islamofobia no Ocidente. Academia.edu
Efeitos na popularidade:
Crescimento da simpatia por grupos antiamericanos em setores radicais do mundo muçulmano.
A causa palestiniana volta a ser usada como justificação moral para ataques globais.
A maioria dos muçulmanos continua a rejeitar o terrorismo, mas a polarização aumenta.
5. 2013–2016: auge com o Estado Islâmico
O ISIS explora a narrativa de “defesa dos muçulmanos oprimidos”, incluindo palestinianos, embora a sua agenda seja essencialmente sectária e expansionista. A propaganda digital amplia a visibilidade global.
Popularidade:
Cresce entre jovens radicalizados em países árabes, europeus e asiáticos.
Continua minoritária, mas muito visível devido à internet e ao controlo territorial.
6. 2017–2025: declínio militar, persistência simbólica
Com a derrota territorial do ISIS, o terrorismo islâmico perde força militar, mas mantém influência simbólica. A causa palestiniana continua a ser usada como bandeira retórica, especialmente após crises como Gaza (2021, 2023).
Tendências:
Popularidade baixa entre muçulmanos moderados.
Crescimento em regiões frágeis (Sahel, Somália, Afeganistão).
No mundo global, a imagem do terrorismo islâmico permanece associada a conflitos prolongados e à incapacidade de resolução do conflito israelo‑palestiniano.
Síntese final
A evolução da popularidade do terrorismo islâmico após 1948 pode ser resumida assim:
Período |
Tendência entre muçulmanos |
Tendência global |
|---|---|---|
1948–1960 |
Baixa, limitada a movimentos islamistas |
Quase inexistente |
1960–1980 |
Crescente radicalização ideológica |
Atenção moderada |
1980–2001 |
Expansão transnacional limitada |
Crescente preocupação |
2001–2011 |
Polarização após 11/9 |
Máxima visibilidade |
2013–2016 |
Pico com o ISIS |
Alarme global |
2017–2025 |
Declínio, mas persistência |
Terrorismo visto como ameaça difusa |
Conclusão
A criação do Estado de Israel não “criou” o terrorismo islâmico, mas tornou‑se um símbolo central usado por movimentos islamistas radicais para mobilizar apoio, justificar violência e construir narrativas antiocidentais. A popularidade do terrorismo entre muçulmanos sempre foi minoritária, mas a sua visibilidade global cresceu devido a:
conflitos prolongados no Médio Oriente,
intervenções externas,
propaganda digital,
e instrumentalização política da causa palestiniana.
1. Origens modernas (década de 1970–1990): ascensão lenta, regional
Segundo estudos históricos, o terrorismo islâmico começa a ganhar forma moderna a partir da década de 1970, com grupos como a Al-Qaeda emergindo de conflitos no Afeganistão e no Médio Oriente. Esta fase marca a transição de insurgências locais para redes transnacionais motivadas por fundamentalismo religioso. Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente
Características:
Atuação concentrada no Médio Oriente e Ásia Central.
Motivação religiosa misturada com resistência política.
Baixa visibilidade global.
2. Globalização do jihadismo (1990–2001): aumento da ambição e do alcance
Nos anos 1990, a Al-Qaeda transforma o jihadismo num projeto global. Ataques como os atentados às embaixadas dos EUA (1998) e ao USS Cole (2000) mostram a expansão da estratégia.
Tendências:
Crescimento moderado, mas aumento da sofisticação.
Expansão para África, Europa e EUA.
Uso crescente de propaganda e redes internacionais.
3. Ponto de viragem: 11 de Setembro de 2001
Os ataques às Torres Gémeas tornam o terrorismo jihadista o fenómeno mais visível do planeta. A partir daqui, a sua “popularidade” — entendida como impacto, difusão e capacidade de recrutar — cresce de forma explosiva.
Efeitos:
A “Guerra ao Terror” desencadeada pelos EUA, segundo estudos académicos, acabou por fomentar ainda mais o terrorismo, ao criar instabilidade e ressentimento em várias regiões. Periódicos da Universidade Federal Fluminense
A islamofobia no Ocidente aumentou, alimentando narrativas extremistas. Academia.edu
4. 2003–2011: Iraque, Afeganistão e o nascimento do ISIS
A invasão do Iraque (2003) e o prolongamento da guerra no Afeganistão criam um ambiente ideal para a expansão de grupos jihadistas.
Tendências:
Explosão de ataques no Iraque e Afeganistão.
Formação da Al-Qaeda no Iraque → futura base do Estado Islâmico.
Radicalização facilitada por prisões, vácuos de poder e conflitos sectários.
5. 2013–2016: auge global com o Estado Islâmico (ISIS)
O período mais letal e mediático do terrorismo islâmico ocorre com o surgimento do ISIS, que chega a controlar território equivalente ao tamanho do Reino Unido.
Dados relevantes:
Em 2015, quatro grupos jihadistas (ISIS, Boko Haram, Taliban e Al-Qaeda) foram responsáveis por 74% das mortes por terrorismo no mundo. Wikipédia
O ISIS profissionaliza a propaganda digital, atraindo dezenas de milhares de recrutas estrangeiros.
6. 2017–2025: declínio territorial, mas expansão descentralizada
Com a derrota territorial do ISIS no Iraque e Síria, o terrorismo jihadista perde capacidade militar, mas torna‑se mais difuso.
Segundo análises recentes (1979–2025):
O jihadismo adapta‑se a ataques de “lobos solitários” e células pequenas.
Expande‑se fortemente no Sahel, Nigéria, Somália e Afeganistão.
Mantém ataques na Europa, Austrália e Ásia. Zenodo
7. Popularidade entre populações muçulmanas: sempre minoritária
Apesar da visibilidade
global, o terrorismo islâmico nunca
foi popular entre a maioria dos muçulmanos.
Pontos
essenciais:
A maioria das vítimas do terrorismo jihadista são muçulmanos.
Líderes religiosos e governos de países muçulmanos condenam repetidamente estes grupos. Wikipédia
A adesão ao extremismo está ligada mais a fatores políticos e socioeconómicos do que à religião em si.
Síntese final
A popularidade do terrorismo islâmico cresceu em três ondas principais:
1970–1990: formação e expansão regional.
1990–2001: internacionalização com a Al-Qaeda.
2001–2016: auge global com 11/9 e o Estado Islâmico.
Desde 2017, há declínio organizacional, mas persistência difusa em regiões frágeis e ataques isolados no Ocidente.
A trajetória mostra que o terrorismo jihadista prospera onde há:
Estados fracos,
guerras prolongadas,
exclusão política,
intervenções externas,
e propaganda digital eficaz.
E confirma que a sua “popularidade” nunca foi religiosa — foi sempre política, estratégica e oportunista.
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História da Irmandade Muçulmana. A Irmandade Muçulmana
https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/historia-irmandade-muculmana.htm
(PDF) GUERRA AO TERROR E TERRORISMO JIHADISTA: UM CENÁRIO GEOPOLÍTICO COMPLEXO
https://www.academia.edu/94406491/GUERRA_AO_TERROR_E_TERRORISMO_JIHADISTA_UM
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