Defender Taiwan, rasão Nº – 25: prosperidade amplamente distribuída e homogénea, superior à observada na China, Rússia, Vietname, Cuba, Laos e outros regimes comunistas ou seus sucessores
Quando se compara Taiwan com a China, Rússia,Vietname, Cuba, Laos e outros comunistas, não apresenta apenas um PIB mais elevado, mas também uma prosperidade amplamente distribuída pela população e pelo território muito superior.
Coreia do Norte representa quase o extremo oposto a Taiwan. A
Coreia do Norte é provavelmente um dos países com maiores desigualdades sociais
reais do mundo: uma sociedade onde a riqueza, os recursos e as oportunidades
estão fortemente concentrados nas elites e na capital, enquanto as regiões
rurais permanecem muito mais pobres e vulneráveis. Isso ajuda a explicar por
que razão o contraste visível entre Taiwan e Coreia do Norte é frequentemente
ainda mais impressionante do que o contraste entre Taiwan e Vietname ou Laos.
Coreia do Norte tem ainda maior desigualdade social entre
elites políticas fiéis a Kim Jong-Un, cidadão médio, cidades e o que vive em
regiões afastadas das grandes cidades e vive da agricultura.
Em Taiwan, o elevado nível de desenvolvimento económico e
social está distribuído de forma relativamente homogénea por grande parte do
território.
Versão de Copilot:
Defender Taiwan, Razão Nº 25
Uma prosperidade amplamente distribuída e homogénea,
superior à observada na China, Rússia, Vietname, Cuba, Laos e outros regimes
comunistas ou seus sucessores
Uma das características mais notáveis de Taiwan não é apenas
o seu elevado nível de desenvolvimento económico, mas a forma relativamente
homogénea como esse desenvolvimento se distribui por todo o território e pela
maioria da população.
Quando se compara Taiwan com a China, Rússia, Vietname,
Cuba, Laos ou Coreia do Norte, a diferença não reside apenas nos números do PIB
ou nos indicadores económicos globais. Taiwan destaca-se sobretudo pela
capacidade de transformar o crescimento económico em prosperidade amplamente
partilhada, reduzindo as disparidades regionais e assegurando que uma parte
significativa da população beneficia do desenvolvimento.
Enquanto muitos países apresentam enormes contrastes entre
capitais ricas e regiões periféricas pobres, Taiwan oferece um modelo muito
mais equilibrado. Embora Taipé seja o principal centro político e económico,
cidades como Taichung, Tainan, Kaohsiung, Hsinchu e Chiayi apresentam
igualmente elevados padrões de vida pelos critérios internacionais.
Mesmo nas regiões menos urbanizadas, é comum encontrar:
- Infra-estruturas
modernas;
- Cuidados
de saúde de elevada qualidade;
- Escolas
e universidades bem equipadas;
- Transportes
eficientes;
- Baixos
níveis de pobreza extrema;
- Habitação
com padrões elevados;
- Serviços
públicos de boa qualidade.
O visitante pode percorrer centenas de quilómetros através
da ilha e continuar a encontrar estradas bem conservadas, hospitais modernos,
zonas comerciais desenvolvidas e níveis de rendimento relativamente
semelhantes. Este é um dos aspectos menos referidos do chamado "milagre
taiwanês": a riqueza não foi apenas criada, foi também distribuída de
forma relativamente equilibrada pelo território.
O contraste com a China
A China continental alcançou um crescimento económico
impressionante nas últimas décadas. No entanto, a prosperidade continua
fortemente concentrada em grandes centros urbanos como Xangai, Shenzhen, Pequim
ou Guangzhou.
Embora estas cidades apresentem níveis de vida comparáveis
aos das economias desenvolvidas, numerosas províncias do interior continuam
significativamente mais pobres. A diferença entre as regiões costeiras e o
interior permanece considerável.
Taiwan, apesar de possuir um território muito menor,
conseguiu criar um desenvolvimento mais uniforme, reduzindo contrastes
regionais e oferecendo oportunidades mais semelhantes à maioria dos seus
cidadãos.
O contraste com a Rússia
A Rússia apresenta igualmente fortes desigualdades
territoriais.
Moscovo e São Petersburgo possuem níveis de riqueza e
consumo comparáveis aos das grandes cidades europeias. Porém, muitas pequenas
cidades e regiões da Sibéria ou do Extremo Oriente Russo apresentam rendimentos
muito inferiores e menos oportunidades económicas.
Em Moscovo pode ganhar-se várias vezes mais do que numa
cidade remota da Sibéria. A enorme dimensão geográfica da Federação Russa
contribui para estas diferenças.
Taiwan, pelo contrário, destaca-se por uma distribuição
muito mais homogénea da prosperidade, dos serviços públicos e das oportunidades
económicas.
O contraste com o Vietname, Cuba e Laos
O Vietname registou progressos económicos significativos,
mas continuam a existir diferenças marcadas entre Hanói, Cidade de Ho Chi Minh
e muitas regiões rurais.
Em Cuba, Havana concentra uma parte significativa dos
recursos, investimentos e actividades económicas mais dinâmicas.
No Laos, Vientiane apresenta níveis de desenvolvimento
claramente superiores aos observados em grande parte do restante território.
Taiwan apresenta diferenças regionais muito mais reduzidas
do que qualquer um destes países, permitindo um acesso mais uniforme aos
benefícios do desenvolvimento.
O caso extremo da Coreia do Norte
Se Taiwan representa um dos exemplos mais bem sucedidos de
prosperidade amplamente distribuída na Ásia, a Coreia do Norte representa quase
o extremo oposto.
A Coreia do Norte é frequentemente considerada um dos países
com maiores desigualdades sociais reais do mundo, embora seja difícil medir com
precisão essas diferenças devido ao controlo rigoroso da informação pelo
regime.
A riqueza, os recursos e as oportunidades encontram-se
fortemente concentrados:
- Na
elite política ligada à família Kim;
- Nos
altos quadros do Partido dos Trabalhadores;
- Nas
forças armadas;
- Nos
serviços de segurança;
- Na
capital, Pyongyang.
A residência em Pyongyang tem sido historicamente um
privilégio reservado aos cidadãos considerados politicamente mais fiáveis. Os
recursos nacionais tendem a ser concentrados na capital, enquanto numerosas
regiões rurais permanecem muito mais pobres e vulneráveis.
As diferenças entre:
- As
elites políticas e a população comum;
- Os
habitantes de Pyongyang e os residentes do interior;
- Os
centros urbanos e as zonas agrícolas remotas;
são provavelmente muito superiores às observadas em qualquer
democracia desenvolvida.
Para muitos observadores, o contraste entre Taiwan e Coreia
do Norte é ainda mais impressionante do que o contraste entre Taiwan e Vietname
ou Laos.
Como surgiu a prosperidade taiwanesa
Outro aspecto fundamental consiste na origem da riqueza.
A maioria das grandes fortunas de Taiwan não nasceu da
exploração de vastos recursos naturais nem do acesso privilegiado ao poder
político. Taiwan possui poucos recursos naturais relevantes e construiu a sua
prosperidade através de:
- Educação;
- Ciência
e tecnologia;
- Inovação;
- Empreendedorismo;
- Produtividade
industrial;
- Competição
internacional.
Empresas taiwanesas tornaram-se líderes mundiais em sectores
como:
- Semicondutores;
- Electrónica;
- Informática;
- Telecomunicações;
- Equipamentos
industriais de precisão.
Muitas das maiores fortunas do país surgiram da capacidade
de criar produtos tecnologicamente avançados, produzir com qualidade e competir
nos mercados internacionais.
A superioridade do modelo taiwanês
A experiência de Taiwan demonstra que uma sociedade pode
alcançar prosperidade sem depender de petróleo, gás natural ou vastos recursos
minerais. Demonstra igualmente que é possível combinar crescimento económico,
democracia, inovação e uma distribuição relativamente equilibrada dos
benefícios do desenvolvimento.
Enquanto muitos regimes comunistas ou seus sucessores
apresentam fortes desigualdades entre capitais e províncias, entre elites
políticas e cidadãos comuns, Taiwan conseguiu construir uma sociedade
caracterizada por níveis elevados de desenvolvimento humano distribuídos de
forma muito mais homogénea.
Por essa razão, a defesa de Taiwan não representa apenas a
defesa de um território ou de um governo democrático. Representa também a
defesa de um modelo que demonstrou ser capaz de proporcionar liberdade,
prosperidade e oportunidades a uma proporção muito maior da população do que a
observada na maioria dos regimes comunistas e pós-comunistas da Ásia e da
Eurásia.
Em Moscovo pode ganhar-se várias vezes mais do que alguém
numa cidade remota da Sibéria ou do Extremo Oriente Russo. Contudo, mesmo estas
diferenças são geralmente inferiores às observadas na Coreia do Norte, onde os
privilégios da elite política e da capital coexistem com condições muito mais
difíceis em grande parte do interior do país. Em contraste, Taiwan destaca-se
pela distribuição muito mais homogénea da prosperidade e da qualidade dos
serviços públicos ao longo do seu território.
A maioria das grandes fortunas de Taiwan nasceu da criação
de empresas competitivas nos mercados internacionais, especialmente nos
sectores tecnológico e industrial. Ao contrário de países cuja riqueza depende
fortemente de recursos naturais ou de ligações privilegiadas ao poder político,
Taiwan construiu grande parte da sua prosperidade através da educação, da
inovação, da produtividade e da capacidade de oferecer produtos
tecnologicamente avançados a preços competitivos no mercado global.
Embora existam diferenças entre a área metropolitana de
Taipé e regiões mais rurais, mesmo as cidades secundárias e muitas zonas rurais
apresentam:
- Infra-estruturas
modernas.
- Cuidados
de saúde de elevada qualidade.
- Escolas
e universidades bem equipadas.
- Transportes
eficientes.
- Baixos
níveis de pobreza extrema.
- Habitação
com padrões elevados.
- Serviços
públicos de boa qualidade.
Cidades como Taichung, Tainan, Kaohsiung, Hsinchu e
Chiayi apresentam níveis de vida que continuam elevados pelos padrões
internacionais.
Em contraste:
- China:
Xangai, Shenzhen ou Pequim têm níveis de vida próximos dos países
desenvolvidos, mas várias províncias do interior continuam muito mais
pobres.
- Vietname:
Hanói e Cidade de Ho Chi Minh são significativamente mais desenvolvidas do
que muitas províncias rurais.
- Cuba:
Havana concentra grande parte dos recursos e investimentos.
- Laos:
Vientiane está muito acima do resto do país.
- Coreia
do Sul: embora seja um país desenvolvido, existe uma concentração
económica muito forte na região de Seul.
Um indicador interessante é o desenvolvimento humano local.
Em Taiwan, as diferenças regionais tendem a ser relativamente pequenas quando
comparadas com a maioria dos países asiáticos. O visitante pode viajar centenas
de quilómetros pelo país e continuar a encontrar estradas bem conservadas,
hospitais modernos, comércio desenvolvido e níveis de rendimento relativamente
semelhantes.
Este é um dos aspectos menos referidos do "milagre
taiwanês": não foi apenas a criação de riqueza, mas também a sua
distribuição territorial relativamente equilibrada, evitando os contrastes
extremos frequentemente observados entre capitais ricas e províncias pobres
noutros países da região.
A Coreia do Norte é provavelmente um dos países com
maiores desigualdades sociais reais do mundo, embora seja difícil medi-las com
precisão porque o regime controla fortemente a informação e não publica
estatísticas independentes.
Pode imaginar-se a sociedade norte-coreana dividida em
vários níveis:
1. Elite política e militar
No topo encontram-se:
- A
família Kim.
- Altos
dirigentes do Partido dos Trabalhadores.
- Generais
e oficiais superiores.
- Serviços
secretos.
- Famílias
consideradas politicamente leais.
Estas pessoas vivem sobretudo em Pyongyang, têm
acesso a habitação muito superior, melhores hospitais, automóveis, bens
importados, alimentação mais abundante e oportunidades reservadas.
2. População urbana comum
A maioria dos habitantes das cidades vive muito abaixo dos
padrões da elite.
Apesar disso, um cidadão comum de Pyongyang ou de uma grande
cidade costuma ter:
- Melhor
acesso à electricidade.
- Melhor
abastecimento alimentar.
- Mais
acesso à educação e serviços públicos.
- Melhores
transportes.
Mesmo este nível de vida continua geralmente bastante
modesto quando comparado com Taiwan, Coreia do Sul ou Japão.
3. Habitantes das pequenas cidades e províncias
Aqui a situação tende a ser claramente pior.
Muitas regiões:
- Sofrem
cortes frequentes de electricidade.
- Têm
infra-estruturas degradadas.
- Possuem
acesso limitado a medicamentos.
- Dependem
fortemente dos mercados locais informais para sobreviver.
4. Agricultores e regiões remotas
Este é frequentemente o sector mais vulnerável do país.
As populações rurais:
- Dependem
das colheitas locais.
- Estão
mais expostas a secas e inundações.
- Têm
menos acesso a hospitais e bens de consumo.
- Sofrem
mais rapidamente quando ocorrem crises alimentares.
Durante a fome dos anos 1990, conhecida como "Marcha
Árdua", os efeitos foram particularmente devastadores fora de Pyongyang.
O privilégio de Pyongyang
Existe um fenómeno muito pouco comum:
Pyongyang funciona quase como uma cidade privilegiada
reservada aos cidadãos politicamente mais fiáveis.
Historicamente:
- Nem
todos os norte-coreanos podiam mudar-se livremente para a capital.
- A
residência em Pyongyang era um privilégio concedido pelo regime.
- Os
recursos nacionais são frequentemente concentrados na capital para
projectar uma imagem de prosperidade.
Assim, a diferença entre Pyongyang e certas regiões
agrícolas é frequentemente muito maior do que a diferença entre Lisboa e o
interior de Portugal, ou entre Taipé e uma cidade rural de Taiwan.
Comparação com Taiwan
A diferença é quase o oposto do modelo taiwanês:
|
Aspecto |
Taiwan |
Coreia
do Norte |
|
Distribuição territorial da riqueza |
Relativamente homogénea |
Extremamente concentrada |
|
Mobilidade social |
Elevada |
Muito limitada |
|
Diferença capital-províncias |
Moderada |
Muito elevada |
|
Acesso à saúde |
Amplamente distribuído |
Muito desigual |
|
Infra-estruturas rurais |
Boas |
Frequentemente deficientes |
|
Liberdade para mudar de residência |
Elevada |
Fortemente controlada |
Por isso, quando afirma que Taiwan apresenta um nível
elevado de forma muito mais homogénea em todo o território, pode dizer
também que a Coreia do Norte representa quase o extremo oposto: uma
sociedade onde a riqueza, os recursos e as oportunidades estão fortemente
concentrados nas elites e na capital, enquanto as regiões rurais permanecem
muito mais pobres e vulneráveis. Isso ajuda a explicar por que razão o
contraste visível entre Taiwan e Coreia do Norte é frequentemente ainda mais
impressionante do que o contraste entre Taiwan e Vietname ou Laos.
Diferenças sociais na Rússia, mais privilegiados e mais
pobres:
A Rússia apresenta desigualdades sociais muito
significativas, embora geralmente menos extremas do que as da Coreia do Norte.
O contraste entre os mais ricos e os mais pobres é um dos maiores entre as
grandes economias do mundo.
1. Oligarcas e círculo do poder
No topo estão:
- Grandes
empresários (oligarcas) ligados a sectores como energia, mineração, banca
e indústria.
- Altos
dirigentes do Kremlin.
- Altos
responsáveis dos serviços de segurança.
- Elites
políticas regionais.
Estas pessoas podem possuir:
- Mansões
e apartamentos de luxo em Moscovo e São Petersburgo.
- Património
de centenas de milhões ou milhares de milhões de euros.
- Acesso
às melhores escolas, clínicas e serviços.
- Redes
de influência política e económica.
2. Classe média urbana
Concentrada sobretudo em:
- Moscovo.
- São
Petersburgo.
- Kazan.
- Ecaterimburgo.
- Novosibirsk.
Tem acesso a:
- Universidades
de qualidade.
- Bom
sistema de transportes urbanos.
- Centros
comerciais modernos.
- Tecnologias
e consumo semelhantes aos de muitos países europeus.
Em algumas zonas centrais de Moscovo, o nível de vida
aproxima-se do de cidades ocidentais desenvolvidas.
3. Trabalhadores comuns e pequenas cidades
Grande parte da população vive em:
- Cidades
industriais envelhecidas.
- Pequenas
cidades do interior.
- Zonas
dependentes de uma única fábrica ou indústria.
Os salários podem ser muito inferiores aos praticados nas
grandes metrópoles.
Uma diferença que impressiona muitos visitantes é que uma
pessoa em Moscovo pode ganhar várias vezes mais do que alguém numa cidade
remota da Sibéria ou do Extremo Oriente Russo.
4. Regiões rurais e zonas remotas
As regiões mais pobres incluem partes de:
- Cáucaso
Norte.
- Extremo
Oriente Russo.
- Sibéria
profunda.
- Algumas
repúblicas menos desenvolvidas.
Problemas frequentes:
- Menor
acesso a cuidados de saúde.
- Infra-estruturas
degradadas.
- Menores
oportunidades de emprego.
- Forte
dependência do Estado.
Diferenças territoriais
A Rússia possui um problema que Taiwan praticamente não tem:
a enorme dimensão territorial.
A diferença entre:
- Moscovo
e uma aldeia da Sibéria,
- São
Petersburgo e uma região remota do Extremo Oriente,
pode ser maior do que a diferença entre alguns países
europeus desenvolvidos e economias emergentes.
Comparação resumida
|
País |
Diferença
entre elites e população comum |
Diferença
entre regiões |
|
Taiwan |
Baixa a moderada |
Baixa |
|
Coreia do Sul |
Moderada |
Moderada |
|
Rússia |
Elevada |
Elevada |
|
China |
Muito elevada |
Muito elevada |
|
Coreia do Norte |
Extremamente elevada |
Extremamente elevada |
Resumo:
A Rússia apresenta importantes desigualdades económicas e
territoriais. Enquanto Moscovo e São Petersburgo exibem níveis de riqueza
comparáveis aos das grandes cidades europeias, numerosas regiões rurais e
remotas permanecem significativamente menos desenvolvidas. Contudo, mesmo estas
diferenças são geralmente inferiores às observadas na Coreia do Norte, onde os
privilégios da elite política e da capital coexistem com condições muito mais
difíceis em grande parte do interior do país. Em contraste, Taiwan destaca-se
pela distribuição muito mais homogénea da prosperidade e da qualidade dos
serviços públicos ao longo do seu território.
Podemos dizer que quase todos os milionários das melhores
democracias capitalistas trabalharam muito, tiveram ideias inovativas para
oferecerem melhores produtos ou serviços a preços mais baixos? Muitos
milionários da Rússia e China nasceram de corrupção e ligações ao poder
político que lhes permitiram cesso a recursos naturais? Na Rússia, China,
Coreia do Norte e muitas nações comunistas há elites políticas que vivem melhor,
com mais regalias e menos trabalho?
A resposta curta é: parcialmente sim, mas
com importantes nuances.
1. Nas democracias capitalistas, os milionários
normalmente criam mais valor económico?
Em muitos casos, sim.
Grande parte dos multimilionários das democracias
desenvolvidas construiu riqueza através de:
- Inovação
tecnológica.
- Criação
de novos produtos ou serviços.
- Melhorias
de eficiência.
- Investimento
empresarial.
- Assunção
de riscos financeiros.
Exemplos frequentemente citados:
- Bill
Gates (software).
- Steve
Jobs (eletrónica e design).
- Jeff
Bezos (comércio eletrónico).
- Jensen
Huang (chips para IA).
- Amancio
Ortega (moda e logística).
Quando uma empresa produz algo que milhões de pessoas
compram voluntariamente, parte dessa riqueza acaba por ser refletida no
património dos seus fundadores.
Contudo, seria exagerado afirmar que quase todos os
milionários ficaram ricos apenas por "trabalhar mais". Também contam:
- Heranças.
- Sorte.
- Contexto
familiar.
- Acesso
a educação de qualidade.
- Redes
de contactos.
- Posição
no mercado.
2. Rússia: as ligações políticas foram especialmente
importantes?
Sim, em muitos casos.
Após o colapso da União Soviética, enormes ativos estatais
foram privatizados.
Alguns empresários conseguiram adquirir:
- Companhias
petrolíferas.
- Minas.
- Empresas
metalúrgicas.
- Bancos.
Muitos analistas defendem que vários oligarcas acumularam
fortunas não apenas por inovação empresarial, mas também devido a:
- Acesso
privilegiado ao processo de privatização.
- Ligações
políticas.
- Influência
sobre decisões governamentais.
- Controlo
de recursos naturais.
Isto não significa que todos os empresários russos sejam
corruptos, mas o peso das relações políticas na acumulação de riqueza foi
claramente superior ao observado na maioria das democracias ocidentais.
3. China: houve enriquecimento através de mercado e
através de relações políticas
A China é um caso intermédio.
Existem empresários genuinamente inovadores:
- Jack
Ma.
- Pony
Ma.
- Ren
Zhengfei.
- Outros
fundadores de empresas tecnológicas e industriais.
Mas também existe um fenómeno conhecido como proximidade ao
Partido Comunista Chinês.
O acesso privilegiado a:
- Licenças.
- Crédito
estatal.
- Terrenos.
- Contratos
públicos.
- Autorizações
regulatórias.
pode favorecer determinadas empresas.
Por isso, muitos especialistas consideram que o sucesso
económico na China depende mais das relações com o poder político do que em
Taiwan, Japão, Alemanha ou Estados Unidos.
4. Coreia do Norte: o caso mais extremo
Na Coreia do Norte praticamente não existe um mercado livre
comparável ao das economias capitalistas.
Os maiores privilégios estão associados à:
- Lealdade
política.
- Posição
no Partido.
- Forças
armadas.
- Serviços
de segurança.
O acesso a:
- Habitação
melhor.
- Alimentação
melhor.
- Automóveis.
- Bens
importados.
- Cuidados
de saúde superiores.
depende fortemente da posição dentro do sistema político.
5. As elites comunistas vivem frequentemente melhor do
que a população?
Historicamente, sim.
Um paradoxo observado em muitos regimes comunistas foi o
surgimento de grupos privilegiados dentro de sistemas que proclamavam
igualdade.
Na antiga União Soviética, por exemplo, altos dirigentes do
partido tinham frequentemente:
- Residências
exclusivas.
- Lojas
especiais.
- Hospitais
reservados.
- Férias
em instalações estatais exclusivas.
Fenómenos semelhantes foram observados em diferentes graus:
- União
Soviética.
- Alemanha
Oriental.
- Roménia
de Ceaușescu.
- Cuba.
- China
maoísta.
- Coreia
do Norte.
Por isso, muitos historiadores distinguem entre:
- Igualdade
proclamada oficialmente.
- Igualdade
efetivamente existente.
6. Taiwan como contraste
O caso de Taiwan é particularmente interessante porque:
- Não
possui grandes reservas de petróleo ou gás.
- Não
enriqueceu através de recursos naturais.
- Desenvolveu-se
sobretudo através de indústria, educação, tecnologia e comércio.
Além disso, a riqueza é relativamente mais distribuída
territorialmente do que em muitos países autoritários.
Por essa razão, defensores da democracia liberal
frequentemente apontam Taiwan como exemplo de uma sociedade onde a prosperidade
resulta mais da inovação, da educação e do empreendedorismo do que da
proximidade ao poder político.
Nas democracias capitalistas avançadas, a criação de riqueza
tende a estar mais associada à inovação, ao investimento e à resposta às
necessidades dos consumidores. Em vários regimes autoritários ou comunistas,
embora também existam empresários talentosos, a proximidade ao poder político
frequentemente desempenha um papel muito maior no acesso a recursos, contratos,
monopólios e privilégios económicos. Além disso, a experiência histórica mostra
que numerosos regimes comunistas desenvolveram elites políticas com níveis de
conforto e privilégios significativamente superiores aos da população comum,
apesar dos ideais igualitaristas proclamados.
Algumas elites políticas da China, Rússia e Coreia do Norte
têm mais benefícios com menos trabalho de milionários capitalistas?
Pode acontecer, mas é importante distinguir benefícios,
riqueza e trabalho efetivo.
Uma formulação equilibrada seria:
Algumas elites políticas da China, da Rússia e da Coreia do
Norte obtêm benefícios, poder e acesso a recursos que não dependem
exclusivamente da criação de riqueza através da inovação ou da concorrência de
mercado. Em certos casos, a proximidade ao poder político pode proporcionar
privilégios que seriam difíceis de obter apenas através da atividade
empresarial.
No entanto, é difícil afirmar genericamente que essas elites
trabalham menos do que os milionários capitalistas. Há vários casos:
- Alguns
dirigentes e altos funcionários exercem funções extremamente exigentes,
com grande carga de trabalho e responsabilidade.
- Outros
podem beneficiar sobretudo da posição política e das redes de influência.
- Alguns
empresários capitalistas trabalham intensamente durante décadas para
construir empresas.
- Outros
herdam património ou vivem dos rendimentos dos seus investimentos.
O que muitos economistas e historiadores destacam não é
tanto a quantidade de trabalho, mas sim a origem das recompensas:
Democracias capitalistas desenvolvidas
A riqueza tende a resultar mais frequentemente de:
- Inovação.
- Empreendedorismo.
- Investimento.
- Concorrência.
- Satisfação
dos consumidores.
Regimes autoritários
Uma parte significativa dos privilégios pode resultar de:
- Posição
política.
- Lealdade
ao regime.
- Acesso
privilegiado a contratos estatais.
- Controlo
de recursos naturais.
- Monopólios
protegidos pelo Estado.
A Coreia do Norte é provavelmente o exemplo mais
extremo, onde os privilégios estão fortemente ligados à posição no aparelho
político e militar.
A Rússia é frequentemente apontada como um caso em
que numerosas grandes fortunas foram construídas com forte influência das
privatizações dos anos 1990 e das relações com o poder político.
A China situa-se entre os dois modelos: possui
empresários altamente inovadores e competitivos à escala mundial, mas também um
sistema em que a proximidade ao Partido Comunista pode ser uma vantagem
importante para o sucesso económico.
Em muitas democracias capitalistas, as grandes fortunas
tendem a surgir mais frequentemente da inovação e da competição económica. Em
vários regimes autoritários, parte dos privilégios económicos e sociais está
associada à proximidade ao poder político, permitindo a determinadas elites
beneficiar de recursos e oportunidades que não estão igualmente acessíveis ao
restante da população. Isso não significa necessariamente que trabalhem menos,
mas significa que a origem dos seus privilégios está frequentemente mais ligada
à posição política do que ao sucesso em mercados livres e concorrenciais.
Como nasceram a maioria dos milionários de Taiwan,
inovação, competição com produtos ou serviços a mais baixos preços?
Em grande medida, sim. O caso de Taiwan é
frequentemente citado por economistas porque o país não enriqueceu graças a
petróleo, gás natural ou grandes recursos minerais, mas principalmente através
da indústria, educação, tecnologia, exportações e empreendedorismo.
A maioria das grandes fortunas de Taiwan surgiu em sectores
como:
- Semicondutores
(microchips).
- Electrónica.
- Computadores.
- Telecomunicações.
- Componentes
industriais.
- Transporte
marítimo.
- Indústrias
de precisão.
- Serviços
financeiros e tecnológicos.
Exemplos conhecidos incluem fundadores e dirigentes de
empresas como:
- TSMC
(semicondutores).
- Foxconn
(electrónica).
- Acer
(computadores).
- Asus
(tecnologia).
- Evergreen
(transporte marítimo).
O modelo taiwanês caracterizou-se por:
1. Competição internacional
As empresas taiwanesas tiveram de competir com:
- Japão.
- Coreia
do Sul.
- Estados
Unidos.
- Europa.
- Mais
tarde, China.
Para sobreviver, precisavam frequentemente de:
- Produzir
mais barato.
- Produzir
melhor.
- Inovar
mais rapidamente.
- Melhorar
a qualidade.
2. Educação e qualificação
Taiwan investiu fortemente em:
- Ensino
básico.
- Universidades.
- Engenharia.
- Ciência
e tecnologia.
Isto criou uma enorme reserva de mão-de-obra qualificada.
3. Pequenas e médias empresas
Ao contrário de alguns países onde poucas famílias controlam
quase toda a economia, Taiwan desenvolveu milhares de pequenas e médias
empresas exportadoras.
Muitos empresários começaram com:
- Pequenas
fábricas.
- Oficinas
familiares.
- Empresas
de electrónica.
Algumas transformaram-se em grupos internacionais.
4. Menor dependência de favores políticos
Nenhum país está totalmente livre de influência política,
incluindo Taiwan.
Contudo, em geral, o sucesso económico taiwanês dependeu
muito mais da:
- Capacidade
empresarial.
- Inovação.
- Eficiência
produtiva.
- Competitividade
internacional.
do que do controlo de recursos naturais ou da proximidade ao
partido governante.
Uma diferença importante para Rússia e alguns outros
países
Na Rússia, muitas das maiores fortunas estão associadas a:
- Petróleo.
- Gás
natural.
- Metais.
- Recursos
naturais.
- Privatizações
de empresas estatais.
Em Taiwan, as maiores fortunas estão muito mais associadas
a:
- Conhecimento.
- Engenharia.
- Tecnologia.
- Produção
industrial avançada.
Por isso, muitos analistas consideram Taiwan um dos exemplos
mais claros de uma economia que enriqueceu sobretudo através do capital
humano (educação, conhecimento e inovação) em vez de recursos naturais ou
privilégios políticos.
A maioria das grandes fortunas de Taiwan nasceu da criação
de empresas competitivas nos mercados internacionais, especialmente nos
sectores tecnológico e industrial. Ao contrário de países cuja riqueza depende
fortemente de recursos naturais ou de ligações privilegiadas ao poder político,
Taiwan construiu grande parte da sua prosperidade através da educação, da
inovação, da produtividade e da capacidade de oferecer produtos
tecnologicamente avançados a preços competitivos no mercado global.
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