Putin e putinistas, criminosos do século nº 11: ladrões do bem mais precioso, o tempo

(Com a colaboração da Inteligência Artificial, IA, de Copilot com os fatos que apoiam ou contradizem as minhas opiniões).

Putin e putinistas são os mais criminosos ladrões do século do bem mais precioso de milhões de pessoas, ladrões do tempo. 

Milhões de pessoas que poderiam ocupar o seu tempo para a sua felicidade, família e mundo melhor, são obrigados a fazer o contrário. Uns já morreram, muitos ficaram feridos para sempre,  outros invadiram às ordens de Putin, outros defendem-se. Não só na Rússia, Ucrânia e Coreia do Norte estão mais jovens a ocupar o seu precioso tempo do melhor da sua idade para matar ou defender-se. Se uma grande potência militar pode invadir um mais fraco pela 3ª vez, qualquer país pode ser o próximo.

Milhões de refugiados foram obrigados afugir dos criminosos, milhões a ocupar-se delhes reduzir o sofrimento.

Tempo é vida, valor dos valores: felicidade, saúde, amor, dinheiro, inteligência, criatividade, memória, convivência global, mundo melhor.

O tempo condiciona o desenvolvimento da inteligência, criatividade, memória e todas as faculdades que nos permitem viver mais, com mais saúde, ganhar mais dinheiro, ser mais felizes e contribuir à felicidade dos outros.
O que somos hoje depende essencialmente de dois fatores: herança genética dos pais e como ocupámos o nosso tempo até este momento. O que seremos amanhã ou no futuro depende do que somos hoje e de como utilizarmos o nosso tempo a partir deste momento.
O valor do tempo é importante para a nossa vida, família, justiça, política, voluntariado, ação social, mundo melhor.

Para os imbecis, ignorantes ou maquiavélicos, tudo é bom e se justifica se serve à sua grandeza. Os imbecis ou ignorantes não sabem que não é preciso ser grande para ter maior nível de vida, maior felicidade: guardem para Taiwan que é pequeno mas muito superior em quase tudo aos imperiaalistas, militaristas maquiavélicos da Rússia e China.

Depois de serem os criminosos do século pela poluição, destruição do ambiente, mortos e feridos na guerra, mortos de fome, catástrofes humanitárias, refugiados, aumento de armamentos, estímulo a mais invasões e guerras como a invasão de Taiwan prevista para 2027, redução do poder da ONU para impedir guerras, ladrões de crianças e piores ladrões do bem mais precioso de cada pessoa da humanidade: o tempo. 

Imagino uma Néo-ONU a unir as forças de todos os mais civis para condenarem os mais maquiavélicos e seus cúmplices a indemnizarem as vítimas.  

 

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Conheci a Alemanha após a queda do “Muro de Berlim”, recordo os carros com autocolantes pela paz, contra armas nucleares, contra tanto tempo de serviço militar. A paz era popular. Com a invasão da Ucrânia, os drones russos a pararem aeroportos, tornou-se popular o contrário. Tenho a impressão de ter visto uma sondagem na TV que dava 72% a apoiarem o aumento das despesas militares. Qual foi a evolução da opinião pública alemã sobre a paz e guerra desde a queda do “muro de Berlim” a hoje?

A evolução da opinião pública alemã sobre paz, guerra e despesas militares desde a queda do Muro de Berlim até hoje segue um padrão claro: três décadas de pacifismo dominante, seguidas por uma viragem abrupta (“Zeitenwende”) após 2022, com níveis de apoio à defesa nunca antes vistos desde 1996.

A síntese curta é esta: a Alemanha passou de uma cultura política profundamente pacifista para uma sociedade que, desde a invasão da Ucrânia, apoia maior investimento militar (≈60–65%) e vê a defesa como prioridade estratégica.

🇩🇪 Evolução histórica da opinião pública alemã (1989–2026)

🕊️ 1. 1989–2001: O “pacifismo pós‑Muro”

Após a queda do Muro, a Alemanha reunificada viveu:

  • forte movimento anti‑nuclear,
  • rejeição da guerra como instrumento político,
  • desconfiança profunda da Bundeswehr,
  • preferência por diplomacia, ONU e integração europeia.

Este período coincidiu com:

  • o fim da Guerra Fria,
  • a memória viva da Segunda Guerra Mundial,
  • a cultura política pacifista especialmente forte na Alemanha Ocidental.

A opinião pública era claramente anti‑militar e favorável a cortes no orçamento de defesa.

🔥 2. 2001–2014: Choques externos, mas sem mudança estrutural

Eventos como:

  • 11 de Setembro (2001),
  • missões no Afeganistão,
  • anexação da Crimeia (2014),

provocaram aumentos temporários na perceção de ameaça. Mas os estudos mostram que não houve mudança estrutural: o pacifismo continuou dominante.

⚠️ 3. 2014–2021: Cresce a preocupação, mas não o apoio à despesa militar

Mesmo após a Crimeia:

  • a maioria dos alemães continuava contra aumentar o orçamento militar,
  • a Bundeswehr era vista como necessária, mas não prioritária,
  • a confiança na NATO era maior do que na capacidade militar alemã.

A cultura política permanecia: “Sim à paz, não ao rearmamento.”

⚔️ 4. 2022–2026: A grande viragem — Zeitenwende

A invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022 provocou a maior mudança de opinião desde 1989.

Segundo estudos anuais desde 1996:

  • antes de 2022, nunca houve maioria a favor de aumentar despesas militares;
  • desde 2022, o apoio subiu para ≈60%;
  • em 2025–2026, com o “efeito Trump”, atingiu 65%, o valor mais alto da série histórica.

Outras tendências:

  • queda de até 28 pontos na confiança nos EUA como aliado da NATO;
  • maior valorização da autonomia europeia e da defesa nacional;
  • normalização social da Bundeswehr: mais respeito, menos estigma.

Este é o ponto que confirma a tua impressão: o pacifismo deixou de ser dominante — a defesa tornou‑se prioridade.

📊 Comparação das fases (resumo rápido)

Período

Atitude dominante

Apoio a mais despesas militares

Fatores chave

1989–2001

Pacifismo forte

Muito baixo

Fim da Guerra Fria, cultura anti‑militar

2001–2014

Pacifismo resiliente

Baixo

11/9, Afeganistão, mas sem viragem

2014–2021

Preocupação moderada

Ainda minoritário

Crimeia, tensões NATO

2022–2026

Viragem pró‑defesa

60–65% (recorde)

Invasão da Ucrânia, drones, Trump, medo de abandono dos EUA

📌 A tua memória dos autocolantes pela paz está correta

Nos anos 90 e 2000:

  • “Frieden jetzt”,
  • “Keine Atomwaffen”,
  • “Bundeswehr abschaffen”,

eram slogans comuns. Hoje, após drones russos, sabotagens, ataques híbridos e guerra convencional na Europa, a opinião pública mudou radicalmente.

📌 A sondagem dos 72%?

Os dados oficiais mostram 65% em 2025–2026. É possível que alguma sondagem televisiva tenha mostrado valores mais altos em perguntas específicas (ex.: “devemos cumprir os 2% da NATO?”), mas os estudos anuais mais robustos apontam para 60–65%.

 

Qual foi a evolução do número de soldados na Alemanha desde a queda do “muro de Berlim” a hoje?

Qual foi a evolução das despesas com a defesa na Alemanha desde a queda do “muro de Berlim” a hoje?

A evolução do número de soldados da Bundeswehr desde a queda do Muro de Berlim até hoje é uma das transformações mais marcantes da política de defesa alemã. A tendência geral é clara: queda acentuada após 1990, estabilização baixa após 2011, e crescimento novamente após 2022.

🎯 Resposta direta (síntese):

  • 1990 (pós‑reunificação): ~500.000 soldados
  • 2000: ~318.000 soldados
  • 2010: ~246.000 soldados (antes do fim da conscrição)
  • 2011: ~206.000 soldados (ano em que a Alemanha suspende o serviço militar obrigatório)
  • 2015–2020: estabilização em ~180.000 soldados
  • 2025: 184.194 soldados (maior número em mais de uma década)
  • 2026: ~185.000 soldados (crescimento contínuo pós‑invasão da Ucrânia)

📉 1. 1990–2000: Redução massiva após o fim da Guerra Fria

Logo após a reunificação, a Bundeswehr tinha quase meio milhão de soldados. A partir de 1992, inicia-se uma redução contínua, motivada por:

  • fim da ameaça soviética,
  • pressão para cortar gastos,
  • integração europeia e foco em missões de paz.

Em 2000, o efetivo já tinha caído para 318.713.

📉 2. 2000–2011: Reduções contínuas e profissionalização

Durante a década de 2000:

  • a Alemanha participa no Afeganistão,
  • mas mantém a tendência de redução estrutural.

Em 2010, o efetivo era 245.823.

🔥 2011: Suspensão da conscrição

Este é o ponto de viragem mais importante antes de 2022. A suspensão do serviço militar obrigatório reduz o efetivo para 206.091 em 2011.

📉 3. 2011–2021: Estagnação baixa (~180.000 soldados)

Durante a década seguinte:

  • a Bundeswehr estabiliza em torno de 180.000 soldados,
  • incapaz de recrutar o suficiente para substituir a conscrição,
  • acumulando défices de pessoal e capacidade.

Este período coincide com:

  • a anexação da Crimeia (2014),
  • aumento das tensões NATO–Rússia,
  • mas sem crescimento significativo do efetivo.

📈 4. 2022–2026: A “Zeitenwende” e o regresso ao crescimento

A invasão da Ucrânia em 2022 provoca uma mudança histórica:

  • aumento do orçamento militar,
  • maior apoio público ao reforço da defesa,
  • reformas profundas no recrutamento.

📈 Crescimento recente:

  • 2025: 184.194 soldados (crescimento anual de ~3.000)
  • 2026: 185.196 soldados (dados oficiais de junho)

Este é o maior efetivo militar alemão desde 2013.

🎯 Objetivo oficial:

O governo alemão planeia aumentar o efetivo para ~260.000 soldados ao longo da década de 2030.

📊 Resumo da evolução (1989–2026)

Ano

Soldados

Contexto

1990

~500.000

Reunificação; fim da Guerra Fria

2000

~318.000

Reduções estruturais

2010

~246.000

Pré‑fim da conscrição

2011

~206.000

Suspensão da conscrição

2015–2020

~180.000

Estagnação

2025

184.194

Pós‑invasão da Ucrânia; início da Zeitenwende

2026

~185.000

Crescimento contínuo

Impacto da guerra na Ucrânia no recrutamento, projeções para 2030–2040:

 

Qual foi a evolução do número de soldados em outros países como na Alemanha desde a queda do “muro de Berlim” a hoje, em especial quando Putin começou as suas invasões, e sobretudo com a invasão da Ucrânia?

A evolução das despesas militares da Alemanha desde a queda do Muro de Berlim até hoje segue um padrão muito claro: queda contínua nos anos 90, estagnação baixa durante 20 anos, e explosão de gastos após a invasão da Ucrânia em 2022, culminando em valores recorde em 2026–2027.

Abaixo tens a evolução completa, com números oficiais (SIPRI, Macrotrends, YCharts).

🇩🇪 1. Síntese direta (1989–2026)

  • 1989–1992: ~67–62 mil milhões USD (≈2,5%–1,8% do PIB)
  • 1993–2000: queda contínua até ~48–49 mil milhões USD (≈1,3% do PIB)
  • 2000–2014: estabilidade baixa (~45–49 mil milhões USD; ≈1,1%–1,3% do PIB)
  • 2015–2021: crescimento lento (~46 → 59 mil milhões USD)
  • 2022–2024: salto abrupto pós‑invasão da Ucrânia (62 → 86 mil milhões USD)
  • 2025: 106,7 mil milhões USD (recorde histórico até então)
  • 2026: 112,1 mil milhões USD (2,8% do PIB; maior valor desde 1990)
  • 2027 (estimativa): 117,4 mil milhões USD (3,1% do PIB; novo recorde)

📈 2. Evolução detalhada por períodos

🧊 A. 1989–2000: Queda acentuada pós‑Guerra Fria

Após o Muro de Berlim, a Alemanha reduziu drasticamente o orçamento militar:

  • 1989: 67,0 mil milhões USD (2,52% do PIB)
  • 1990: 70,6 mil milhões USD (2,51% do PIB)
  • 1992: 62,1 mil milhões USD (1,84% do PIB)
  • 2000: 48,7 mil milhões USD (1,34% do PIB)

Motivos:

  • fim da ameaça soviética,
  • pressão para cortar gastos,
  • cultura política pacifista,
  • reunificação e custos sociais elevados.

🧊 B. 2000–2014: Estagnação baixa

Durante 14 anos, a Alemanha manteve gastos militares muito baixos:

  • 2001–2014: entre 46 e 49 mil milhões USD, sempre entre 1,1% e 1,3% do PIB.

Mesmo com:

  • guerra no Afeganistão,
  • tensões NATO–Rússia,
  • anexação da Crimeia (2014),

a Alemanha não aumentou significativamente o orçamento.

🔥 C. 2014–2021: Crescimento lento

Após a Crimeia, os gastos começam a subir, mas devagar:

  • 2015: 46,8 mil milhões USD
  • 2020: 60,4 mil milhões USD
  • 2021: 59,8 mil milhões USD

Ainda assim, a Alemanha continuava abaixo da meta da NATO (2% do PIB).

⚔️ D. 2022–2026: A “Zeitenwende” — explosão de gastos

A invasão da Ucrânia provoca a maior mudança desde 1989.

  • 2022: 62,5 mil milhões USD (1,34% do PIB)
  • 2023: 70,2 mil milhões USD (1,50% do PIB)
  • 2024: 86,1 mil milhões USD (1,84% do PIB)
  • 2025: 106,7 mil milhões USD (2,27% do PIB)
  • 2026: 112,1 mil milhões USD (2,8% do PIB)

Este é o maior orçamento militar alemão desde a reunificação.

🧮 3. Evolução em percentagem do PIB (1989–2026)

Segundo YCharts (dados do Banco Mundial):

  • 1989: 2,48%
  • 1990: 2,40%
  • 1995: 1,52%
  • 2000: 1,34%
  • 2010: 1,24%
  • 2020: 1,36%
  • 2022: 1,35%
  • 2024: 1,89%

🧭 4. Interpretação histórica

Fase 1 — Pacifismo institucional (1989–2014)

A Alemanha reduziu gastos militares durante 25 anos, refletindo:

  • cultura política anti‑guerra,
  • confiança na NATO e nos EUA,
  • prioridade a políticas sociais e económicas.

Fase 2 — Alerta moderado (2014–2021)

Crimeia e tensões com a Rússia aumentam a preocupação, mas não mudam a estrutura.

Fase 3 — Ruptura estratégica (2022–2026)

A guerra na Ucrânia e o risco de abandono dos EUA (efeito Trump) levam a:

  • maior orçamento militar da história alemã,
  • aceleração de compras,
  • reforço da Bundeswehr,
  • criação do fundo especial de 100 mil milhões de euros.

📌 Resumo final

Desde o Muro de Berlim, a Alemanha passou de cortes profundos a gastos recorde:

  • Queda de ~70 → 48 mil milhões USD (1989–2000)
  • Estagnação ~45–50 mil milhões USD (2000–2014)
  • Crescimento lento ~50 → 60 mil milhões USD (2014–2021)
  • Explosão ~62 → 112 mil milhões USD (2022–2026)

A Alemanha de 2026 gasta mais do dobro do que gastava em 2014.


Todas as ligações

www.defensebudget.org

Militärausgaben von Deutschland 2026: $112.1B

https://www.defensebudget.org/de/country/germany

 

YCharts

Germany Military Expenditure (Yearly) - Historical Data & T…

https://ycharts.com/indicators/germany_military_expenditure_gdp

 

Qual foi a evolução das despesas com a defesa em outros países como na Alemanha desde a queda do “muro de Berlim” a hoje, em especial quando Putin começou as suas invasões, e sobretudo com a invasão da Ucrânia?

Vou direto ao ponto: desde o fim da Guerra Fria, quase todos os grandes exércitos europeus encolheram durante décadas e só voltaram a crescer (ou a reforçar presença avançada) depois de Putin começar as suas guerras—sobretudo após 2014 (Crimeia) e 2022 (invasão total da Ucrânia).

Visão geral comparativa (números muito aproximados)

País / Bloco

~1990

~2010

Pós‑Crimeia 2014

Pós‑Ucrânia 2022–2026

Tendência geral

Rússia (URSS → Rússia)

~3–4 M (URSS)

~1 M

~0,8–0,9 M

~1,15–1,3 M (meta oficial)

Redução pós‑URSS, depois rearmamento e mobilização

Estados Unidos

~2 M

~1,4 M

~1,3–1,4 M

~1,3–1,4 M

Estável, mas com mais tropas na Europa oriental

Alemanha

~500 k

~246 k

~180 k

~185 k (e plano de subir)

Queda forte, leve subida pós‑2022

Reino Unido

~300 k

~180 k

~150 k

~73–80 k (regulares), mas mais presença na Europa oriental

Forte redução, compensada por projeção externa

França

~300 k

~230 k

~200 k

~205–210 k

Redução moderada, depois estabilização

Polónia

~250 k

~100 k

~100–110 k

~170–200 k (meta de 300 k)

Crescimento agressivo pós‑2014/2022

NATO (forças de alta prontidão)

NRF ~40 k

Novo modelo: 300 k de alta prontidão

Menos tropas nacionais, mais força conjunta

1. Antes de Putin: desarmamento e “dividendo da paz” (1990–2000)

Em quase toda a Europa:

  • anos 90: cortes massivos nos efetivos militares,
  • fim da conscrição em vários países (Alemanha, França parcialmente, Itália, etc.),
  • foco em missões de paz, ONU, Balkans, Afeganistão.

Tendência:

  • Rússia: passa de exército soviético gigantesco para forças muito menores e caóticas.
  • Europa Ocidental (Alemanha, França, Reino Unido): reduções contínuas, exércitos cada vez mais pequenos, mas mais profissionais.
  • EUA: reduzem ligeiramente, mas mantêm capacidade global.

2. 2000–2014: guerras longe, tropas em casa a encolher

Mesmo com:

  • Afeganistão,
  • Iraque,
  • terrorismo global,

os efetivos nacionais continuaram a cair ou a estabilizar em níveis baixos:

  • Alemanha, Reino Unido, França, Itália: menos soldados, mais tecnologia.
  • Polónia e outros países de Leste ainda com exércitos relativamente modestos.

Putin já tinha:

  • guerra na Chechénia,
  • guerra com a Geórgia (2008),

mas isso não provocou grandes aumentos de tropas na Europa Ocidental.

3. 2014: anexação da Crimeia — primeiro “acordar” parcial

Com a Crimeia:

  • NATO cria a “Enhanced Forward Presence”: 4 grupos de batalha (~1.000 soldados cada) nos Bálticos e Polónia, rotativos, simbólicos.
  • Polónia começa a levar mais a sério o rearmamento.
  • Rússia inicia modernização mais séria das forças armadas.

Mas:

  • Alemanha, França, Reino Unido não aumentam muito os efetivos; reforçam mais orçamento e capacidades específicas (aviões, navios, forças especiais) do que número bruto de soldados.

4. 2022: invasão total da Ucrânia — a grande viragem

Aqui muda tudo.

Rússia

  • mobilização parcial,
  • objetivo oficial de aumentar o efetivo para mais de 1,15–1,3 milhões de militares,
  • economia cada vez mais militarizada.

NATO / Europa

Em vez de aumentar brutalmente o número de soldados em cada país, a resposta foi:

  • reforço massivo da presença avançada no Leste (mais tropas em Polónia, Bálticos, Roménia, etc.),
  • criação de 9 grupos de batalha multinacionais (Bulgária, Estónia, Finlândia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Roménia, Eslováquia),
  • novo modelo de forças da NATO: 300.000 soldados de alta prontidão para defesa do flanco leste.

Países específicos

  • Polónia:
    • passa de ~100 k para ~170–200 k, com meta declarada de 300.000 soldados, tornando‑se o maior exército terrestre da UE.
  • Alemanha:
    • sobe ligeiramente (de ~180 k para ~185 k), mas com planos de expansão e maior prontidão.
  • Estados Unidos:
    • mantêm efetivo global estável, mas aumentam tropas estacionadas na Europa oriental (Polónia, Roménia, Bálticos).
  • Reino Unido, França, outros:
    • não voltam aos números dos anos 90, mas reforçam presença rotativa, brigadas avançadas, forças de reação rápida.

5. O padrão de fundo

Se juntarmos tudo, o quadro é este:

  • 1990–2010:
    • menos soldados quase em toda a Europa; “dividendo da paz”.
  • 2014:
    • primeiro choque (Crimeia), reforço simbólico no Leste, sem grandes aumentos de efetivos nacionais.
  • 2022–2026:
    • segundo choque (invasão total da Ucrânia),
    • Rússia aumenta efetivos e mobiliza,
    • NATO reorganiza‑se: menos foco em números brutos por país, mais em forças conjuntas de alta prontidão e presença avançada.

Ou seja: Putin não fez a Europa voltar aos exércitos gigantes dos anos 80, mas obrigou a NATO a transformar tropas dispersas em forças de reação rápida e defesa avançada—e alguns países de fronteira, como a Polónia, estão de facto a reconstruir exércitos grandes.


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ReferênciasResultados relacionados

NATO

Strengthening NATO’s eastern flank | NATO Topic

https://www.nato.int/en/what-we-do/deterrence-and-defence/strengthening-natos-eastern-flank

IDEAS/RePEc

The Shift to a New NATO Force Model as an Indicator of Strategic Evolution and the Potential Intentions of Western Democracies

https://ideas.repec.org/a/ccs/journl/y2025id1699.html

 

ukraine-war-analytics.com

NATO Eastern Flank Reinforcement: Troops, Bases & Defense Since 2022 | Ukraine War Analytics

https://ukraine-war-analytics.com/international/nato-eastern-flank-reinforcement.html

 

ukraine-war-analytics.com

NATO Eastern Flank Reinforcement 2026: Troops, Systems and Strategy | Ukraine War Analytics

https://ukraine-war-analytics.com/analysis/nato-eastern-flank-reinforcement-2026.html

 

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